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Estudo sobre bancos de desenvolvimento aponta necessidade de mudar estrutura do BNDES


O Banco Mundial fez um estudo comparativo sobre o uso de créditos subsidiados por bancos de desenvolvimento em diversos países, como Chile, México, Canadá, África do Sul e China e indicou a necessidade de alteração na estrutura de governança do BNDES.

"Basicamente, a experiência de outros bancos de desenvolvimento é de mais independência no Conselho", disse Ceyla Pazarbasioglu, diretora da área de práticas globais de finanças e mercados da instituição. "Uma consideração que fizemos foi que o BNDES deveria ter um conselho que minimize as decisões políticas. Seria um Conselho com decisões independentes."

Para o Banco Mundial, essa nova configuração do conselho permitiria a tomada de decisões por uma entidade "com mais expertise". "Claro que o governo tem as suas prioridades e isso estaria refletido na atuação do BNDES, mas ter um Conselho mais profissional e com vozes mais independentes melhoraria a capacidade do banco para atuar e tomar melhores decisões", avaliou Ceyla.

Martin Raiser, diretor para o Brasil do banco, entende que seria positiva a ida de pessoas com reconhecimento do mercado para o conselho do BNDES. "Achamos que seria mais benéfico para o BNDES para convidar 'experts' para ter assento no conselho. Podem ser diretores independentes do mercado brasileiro ou podem ser diretores independentes que representem acionistas em instituições internacionais. O ponto é que o BNDES, como outros bancos de desenvolvimento pode se beneficiar dessa gama de acionistas. Isso tende a levar a melhores decisões."

Os diretores entendem que o BNDES é o órgão para desenvolver projetos de investimentos, mas que isso poderia ser feito com participação menor no financiamento e maior nas garantias contra eventuais riscos. "Isso é consistente com o que o governo anunciou que pretende fazer", apontou Raiser.

O Banco Mundial realizou análises para verificar se os empréstimos do BNDES com créditos subsidiados conseguiram atingir os objetivos propostos. "Infelizmente, a informação que surgiu é a de que, em alguns casos, há pouca evidência de que o objetivo foi atingido", resumiu Raiser.

"O objetivo foi o de aumentar os investimentos, mas o que temos é que as companhias que se beneficiaram não fizeram essa ampliação no país. Em vez de usar os fundos do mercado, elas usaram os fundos do BNDES. Isso foi bom para as companhias e tornou-as mais lucrativas. Mas, sem criar mais investimentos nem empregos, por que fazer isso? Verificamos que isso não resultou em desenvolvimento."

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 14/07/2017

    

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