Notícias


Obras do monotrilho atrasam por falta de verba pública


São Paulo - O diretor de Engenharia e Construções do Metrô SP, Paulo Meca, durante palestra da empresa Scomi sobre monotrilho, justificou que o atraso de entrega das Linhas 15-Prata e 17-Ouro do Metrô foi causado pela falta de dinheiro para as obras e problemas com os consórcios responsáveis.

Segundo ele, o atraso na Linha 17-Ouro se deve à rescisão de dois dos três contratos de obras, no final de 2015. Meca afirmou que o primeiro trecho da Linha 17-Ouro, do Aeroporto de Congonhas até o Morumbi, ficará pronto apenas em 2019.

Em relação a Linha 15-Prata ele destacou o excesso de burocracia para continuidade do projeto e a falta de dinheiro da Prefeitura de São Paulo. Meca deu as explicações em evento que abordou condições favoráveis à implantação do sistema, sob o tema "Monotrilho e suas peculiaridades", organizado pela revista Sobretrilhos.

Segundo a explicação de Meca, para os atrasos, o convênio firmado com a Prefeitura, previa a utilização de terrenos do município, além de obras de adequação viária para implantação do monotrilho, também a cargo da prefeitura, mas elas não ocorreram por falta de verba municipal. O novo prazo para conclusão das estações não foi informado.

Meca pontua também que as licenças ambientais necessária para ambas as obras causaram atraso nas obras, pois existem uma série de compromissos do segmento que precisam ser atendidos para dar início às obras.

ABC

Maciel Paiva, presidente do consórcio VemABC- Vidas em Movimento, vencedor da PPP para implantação e manutenção da Linha 18-Bronze, por 25 anos, explica que as obras ainda não foram iniciadas devido a dificuldades financeiras do governo do Estado de São Paulo.

Orçada em R$ 4,26 bilhões, a Linha será responsável por ligar a Zona Leste, na Estação Tamanduateí, com o ABC. Segundo Paiva, foi acordado que as obras seriam custeadas 50% pelo estado e 50% pela iniciativa privada. "A questão do financiamento da parte pública está impedindo o início do empreendimento. Todos sabem que passamos por uma crise política e econômica. Não seria prudente começar uma obra dessas e parar depois de seis meses", diz. O prazo estimado é de quatro anos para conclusão das obras na Linha.
Modal como alternativa

Karalyn Moreira, diretora Comercial da Scomi UTSB, que é fabricante das composições tanto da Linha 17-Ouro quanto da 18-Bronze, aponta que o monotrilho é uma opção viável para o ABC por ter um impacto urbano menor na paisagem urbana, custos inferiores, menor produção de ruído e por se adequar melhor ao traçado da cidade.

Paulo Meca explica que o monotrilho carrega menos passageiros que o Metrô, mas custa muito menos. "Os custos para implantação do monotrilho são entre 30% e 60% os de implantação do Metrô", afirma.

Segundo Karalyn, apesar das composições do monotrilho terem capacidade menor que as do Metrô, não há perda, desde que haja um planejamento prévio sobre a demanda na região.

Entre as experiências que tiveram sucesso, ela cita cidades que optaram pelo modal, como Tokyo (Japão), com 17,8 km, Osaka (Japão), com 28,3 km, Las Vegas (EUA), com 6,3 km e Chongqing (China), com 36 milhões de habitantes e 74,7 km de trilhos.

Fonte: DCI
Publicada em:: 12/07/2017

    

Eventos

Concrete Show South America

Data: 23/08/2017 a 25/08/2017
Local: São Paulo - SP
Saiba mais


FENAF 2017

Data: 26/09/2017 a 29/09/2017
Local: Expo Center Norte - São Paulo
Saiba mais


NT EXPO – Feira Negócios nos Trilhos

Data: 07/11/2017 a 09/11/2017
Local: Expo Center Norte - São Paulo
Saiba mais


Congresso SAE BRASIL

Data: 07/11/2017 a 09/11/2017
Local: São Paulo - SP
Saiba mais


Fotos dos Eventos

Confira as fotos dos últimos eventos