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'Novo' Carajás será o polo de investimentos em infraestrutura?


O presidente Michel Temer deve assinar um Decreto para extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados (RENCA) fechada à iniciativa privada há três décadas. A área com cerca de 47 mil quilômetros quadrados, na floresta da Amazônia, nos estados do Pará e do Amapá, tem grande potencial para exploração de ouro, tântalo, minério de ferro, níquel, manganês e outros minerais.

Debates acalorados sobre a intenção do governo Temer de ‘abrir’ a reserva neste momento, o temor de que ocorra uma invasão de mineradoras estrangeiras na região ou alertando para a devastação dessa grande área na Amazônia ganharam corpo nos últimos dez dias, desde a publicação de uma portaria pelo Ministério de Minas e Energia informando que serão reativados os requerimentos de títulos para pesquisa e concessão de lavra na região já concedidos ou encaminhados antes da criação da Reserva em 1984. A reativação desses requerimentos promete dar pano para manga, uma vez que o governo vai indeferir os requerimentos encaminhados depois da criação da Reserva de Cobre. Do total de 416 áreas ou requerimento de pesquisa, 196 devem ser reativados e 220 indeferidos.

O total de requerimentos cobre mais de 90% da área da Reserva Nacional de Cobre, mas o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) só outorgou alvarás de pesquisa para 22 áreas ou 5%. Portanto, há muito a ser negociado. Cerca de 80% dos requerimentos foram encaminhados por nove grupos, onde se inclui o Serviço Geológico do Brasil (antiga CPRM) e a Vale __ detentora do maior número de áreas.

Em entrevista a Marco de Moura e Souza, correspondente do Valor, em Belo Horizonte, Victor Ricca, diretor-geral do DNPM, disse que o órgão do Ministério de Minas e Energia vê a possibilidade de a área ser tão representativa quanto é Carajás para o minério de ferro.

Em tempo: os 47 mil quilômetros quadrados de área da Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados é equivalente a pouco mais de 5% da área do Projeto Carajás __ 900 mil quilômetros quadrados. A consolidação de Carajás exigiu importante infraestrutura, que incluiu Usina Hidrelétrica de Tucuruí, a Estrada de Ferro Carajás e o Porto de Ponta da Madeira, localizado em Itaqui, São Luís, Maranhão.

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 19/04/2017

    

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